quarta-feira, 6 de abril de 2011

PLANO BRASILEIRO PARA CORTAR EMISSÃO DE GASES-ESTUFA ESTÁ PARADO

Publicado em 04/04/2011 às 09:32
Por Claudio Angelo - de Brasília
Folha.com

  O Brasil ainda não gastou nenhum centavo de um plano de R$ 2 bilhões lançado em junho de 2010 para incentivar a redução de emissões de CO2 na agricultura.
  Batizado de ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o programa do Ministério da Agricultura é considerado uma das maiores inovações da política brasileira de mudanças climáticas.
  Ele visa a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e expandir o plantio direto (que não revolve o solo) dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares, entre outras atividades. Há ainda uma linha de crédito para florestas comerciais de Pinus e Eucalipto.
  Isso permitiria ao setor agropecuário - um dos que mais aumentaram suas emissões nos últimos 15 anos - expandir a produção e a produtividade, poupando a emissão de 156 milhões de toneladas de CO2 até 2020.
  O corte de emissões na agricultura é peça-chave para o Brasil cumprir a meta de reduzir em 36,8% a 38,9% suas emissões em 2020 em relação ao que seria emitido se nada fosse feito.

                              Editoria de Arte/Folhapress

Dinheiro Parado 
  O ABC tem os juros mais baratos do crédito agrícola brasileiro: 5,5% ao ano, com prazo de pagamento de 12 anos. O dinheiro está disponível desde setembro do ano passado no BNDES e no Banco do Brasil, mas até agora não foi utilizado.
  "Não saiu dinheiro algum. Não conheço nenhum agricultor que tenha tomado o recurso", desabafou Derli Dossa, assessor do Ministério da Agricultura e coordenador do programa, durante uma reunião do Fundo Clima (Fundo Brasileiro sobre Mudança do Clima), há duas semanas, em Brasília.
  O BNDES, por meio da assessoria de imprensa, confirmou à Folha que não houve "nenhuma operação" com a verba do ABC - ou seja, os R$ 1 bilhão estão parados.
  Segundo o BNDES, os recursos são repassados aos bancos que operam o crédito rural à medida em que são solicitados. Até agora não houve nenhum pedido.
  O Banco do Brasil, principal financiador da agricultura e responsável pela liberação de mais R$ 1 bilhão, disse que "ainda está recebendo propostas" e só terá um balanço em dois meses.
  Segundo Dossa, uma provável causa do desinteresse dos agricultores é o desconhecimento das linhas de crédito. "Ainda não houve muita divulgação", afirmou.
Falta Divulgação
  O ministério atribui a falta de divulgação ao período eleitoral, quando o governo é proibido por lei de contratar campanhas publicitárias.
  Para o ministério, outro entrave seriam as regras excessivamente rígidas dos bancos para liberar o dinheiro, e o fato de o BB ter condicionado o financiamento à liberação prévia de 50% da parcela do BNDES.
  O secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, mentor do ABC, reconhece o problema. "Precisamos superar essa burocracia", disse.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/897874-plano-brasileiro-para-cortar-emissao-de-gas-estufa-esta-parado.shtml
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Comentário:
  A notícia acima mostra mais uma vez a relutância do ser humano contra qualquer atividade que possa ajudar na preservação do planeta. Talvez nem seja de própósito, mas a situação que se formou em volta dessa medida nova tomada pelo governo é vergonhosa. Na verdade, a notícia não traz apenas pontos negativos. O fato do governo brasileiro ter criado esse fundo e ter ao menos iniciado essa mudança de hábitos já é motivo de comemoração, tendo em vista que são poucas as atitudes tomadas no Brasil para a preservação ambiental. Mas como a medida não está sendo colocada em prática, em parte por teimosia, em outra por falta de planejamento de divulgação, a situação continua na mesma. É como você montar um carro e nunca dirigí-lo, só porque não sabe onde estão as chaves. E esse é um problema que atinge todas as áreas do governo brasileiro: quando se toma uma rara atitude positiva, ela demora anos para começar a funcionar. Já passou da hora de medidas DE VERDADE serem tomadas, com seriedade. E já está na hora do governo incentivar a população a cuidar do planeta. Nós vivemos com a ideia de que "eu não faço diferença, eu posso deixar a água correndo enquanto escovo os dentes", mas não é verdade. Precisamos de um exemplo, precisamos acabar com a desculpa do "eu não sou ninguém". Está na hora de agirmos, todos, do mais insignificante até o mais poderoso cidadão brasileiro. 

domingo, 3 de abril de 2011

EM MARÇO, ENERGIA EÓLICA SUPERA ENERGIA TRADICIONAL NA ESPANHA

Publicado em 31/03/2011 às 10:56
Por France Presse
Folha.com 

  A energia eólica foi a fonte de eletricidade mais usada na Espanha em março, pela primeira vez na história, anunciou a gestora da rede de distribuição elétrica no país, a REE.
  "Os parques eólicos cobriram 21% da demanda e bateram um recorde mensal, com uma geração de 4.738 GWh, 5% a mais em comparação a março de 2010", afirmou em um comunicado.
  Essa geração eólica poderia cobrir todo o consumo elétrico mensal de um país do tamanho de Portugal.
  Entretanto, as energias renováveis forneceram 42,2% da eletricidade consumida pelos espanhóis em março --uma queda em relação ao mesmo mês de 2010.
  "Este marco histórico alcançado pela eólica demonstra que esta energia, além de ser produzida localmente, limpa e cada vez mais competitiva, é uma realidade já capaz de abastecer 13 milhões de lares espanhóis", destacou José Donoso, presidente da AEE (Associação Empresarial Eólica).
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Comentário:
  É muito bom saber que em alguns lugares do mundo as energias limpas e renováveis vêm ficando mais importantes. É a prova de que essa forma de produção de energia é viável, e serve como exemplo para todos os outros países do mundo. Os ventos são uma fonte simples, inesgotável, limpa e estão ao alcance do Brasil, em especial aqui mesmo no Rio Grande do Sul. O Parque Eólico de Osório é extremamente eficiente, e deveria receber mais investimentos para aumentar sua capacidade de produção. As vantagens de se obter energia de forma limpa são indispensáveis quando se fala sobre preservar o planeta. E, esperamos todos, que essas energias “boas para a saúde da Terra” continuem evoluindo até substituir totalmente outras formas menos “saudáveis”.