segunda-feira, 28 de novembro de 2011

INCIDÊNCIA DE AIDS É MAIOR EM MUNICÍPIOS DO SUL

Publicado em 28/11/2011 às 14:28
Por Johanna Nublat - de Brasília
Folha.com

  Municípios do sul do país dominam a lista das 14 cidades com mais de 50 mil habitantes com mais casos de AIDS proporcionalmente à sua população.

  A região sul concentra 14% da população e representou, em 2010, 23% dos casos e a maior taxa de incidência (28,8 casos para 100 mil habitantes), segundo balanço da doença divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.

  Segundo o ministro da pasta, Alexandre Padilha, essa posição não pode ser explicada pelo maior número de testes feitos para detecção do HIV.

  Ele diz, porém, que os dados podem significar problemas no passado, já que é comum que pessoas infectadas demorem até o início dos sintomas para identificar a presença do vírus.

  "Você nunca pode pensar a incidência de casos como a fotografia do presente", disse o ministro.

  Padilha alertou para o aumento de casos nos últimos anos entre jovens gays e travestis e mulheres com idades entre 13 e 19 anos. A campanha deste ano contra HIV será focada neste público.
  
  Segundo dados do ministério, jovens gays de 18 a 24 anos têm chance 13 vezes maior de estar infectado que jovens em geral na mesma faixa etária.
 
  Em termos globais, o Brasil teve redução no número de novos casos de HIV -eram 35.979 em 2009 e foram 34.212 no ano passado.

  Entre 2009 e 2010, a estimativa de pessoas infectadas pelo HIV ficou estável (0,6%da população) e o número de óbitos caiu.

Maior incidência de AIDS
1º) Porto Alegre - Rio Grande do Sul
2º) Alvorada - Rio Grande do Sul
3º) Balneário Camboriú - Santa Catarina
4º) Uruguaiana - Rio Grande do Sul
5º) Sapucaia do Sul - Rio Grande do Sul
6º) Criciúma - Santa Catarina
7º) Biguaçu - Santa Catarina
8º) Pinhais - Paraná
9º) Florianópolis - Santa Catarina
10º) Canoas - Rio Grande do Sul
11º) São José - Santa Catarina
12º) São Leopoldo - Rio Grande do Sul
13º) Esteio - Rio Grande do Sul
14º) Itajaí - Santa Catarina
15 º) Japeri - Rio de Janeiro
 
 
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Comentário
  A notícia acima é muito importante, e também extremamente preocupante. Mesmo as campanhas feitas tanto pelo governo como pelas escolas e até mesmo  instituições particulares a favor da prevenção do contágio de DST’s, elas continuam “se desenvolvendo” sob nossos narizes. E, para nós moradores do sul, aparentemente a situação é ainda mais séria. O cuidado tem que ser tomado e logo. O que me desagradou ainda mais ao ver a notícia foi a atitude do ministro que pretende focar a campanha nos jovens gays e mulheres de até 19 anos, enquanto, como todos sabem, este problema atinge à  toda a sociedade. Até mesmo casais de idosos estão sendo vítimas mais freqüentes do HIV. Por isso, ninguém está seguro até que todos tomem muito cuidado com este problema.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MAIOR PONTE SOLAR DO MUNDO É CONSTRUÍDA EM LONDRES

Publicado em 21/11/2011
Por Marina Franco
Blogs - Superinteressante


© Network Rail/Divulgação

  A partir do ano que vem a Tower Bridge disputará atenção dos turistas de Londres com uma ponte que atualmente está sendo reformada na cidade. Quando concluída, será a maior ponte solar do mundo.
  Ela será instalada sobre a estação de trem Blackfriars, que fica na ponte de mesmo nome, sobre o rio Tâmisa. O novo telhado da estação será coberto de placas solares – ao todo serão 4.400 painéis em mais de 6 mil metros quadrados– para captar, armazenar e transformar a energia do sol em eletricidade.
  Construída em 1886, a ponte Blackfriars tem 281 metros de comprimento e, com a novidade, passará a ser o maior sistema de captação de energia solar em Londres. Espera-se que a tecnologia gere 900 mil kWh a cada ano, o que significa metade da demanda de energia da estação. Com isso, deixará de emitir cerca de 511 toneladas de gás carbônico por ano.
  Depois de reformada, a estação Blackfriars também aproveitará a iluminação natural e captará água da chuva para reusar em alguns processos de sua operação. Antes que a piada com o clima chuvoso e nevoeiro de Londres seja feita, é bom lembrar que existem placas solares que não dependem de um dia ensolarado para produzir energia elétrica.
  O que achou dessa novidade?
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Comentário
  Existem algumas contradições bastante engraçadas: uma delas é o fato de Londres, cidade conhecida mundialmente por seu famoso FOG (nevoeiro) fazer um investimento como este para adotar um melhor aproveitamento da energia solar. E mesmo assim, o previsto é que muita energia seja produzida. Pense bem: se Londres já vai ter uma produção enorme de energia a partir do sol com o clima de lá, imagina se uma obra desse estilo fosse colocada no Rio de Janeiro, por exemplo. Parece que as coisas boas acontecem nos lugares errados. Mas não é. As coisas boas acontecem onde se tem coragem e capacidade de agir.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CAPA DE CHUVA COMPOSTÁVEL COM SEMENTES: USE, PLANTE E COMA

Publicado em 14/11/2011
Por Marina Franco
Blogs - SuperInteressante

Foto: Divulgação

  Capas de chuva fininhas, usadas em festivais de música e caminhadas, resistem a poucos dias chuvosos. Logo são descartadas e acumulam lixo. A Spud Raincoatcapa de chuva de batata, em inglês – pretende acabar com o problema dos resíduos.
  A novidade, que é produzida na Espanha, a partir de um bioplástico de tecnologia alemã feito de amido de batata e outros recursos naturais, é biodegradável e compostável. Ou seja, volta a ser matéria orgânica no final de seu ciclo de vida. Se passar por compostagem – processo controlado de decomposição – ainda retorna à terra como fertilizante.
  E mais: a capa de chuva de amido de batata tem uma bolinha de argila que abriga sementes (foto). Assim, outra alternativa é plantá-la depois que não tiver mais utilidade. Ela dará origem a plantas de tomates ou pepinos! O que acha dessa ideia?
  Produzida pela inglesa Comp Bio Products, a Spud Raincoat é vendida na Europa, pela internet (http://spudcoat.co.uk/default.aspx). Há duas opções de espessuras e três tamanhos. Você compraria essa capa e a plantaria no jardim de casa?

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Comentário
  Criatividade, segundo o dicionário, é a “capacidade de criar coisas novas; espírito inventivo” e se tornou uma qualidade indispensável no mundo em que vivemos, seja para conseguir um emprego, seja para evoluir neste emprego ou, como nesse caso, para salvar o planeta. Muitos pensam que, para vivermos num mundo sustentável, teríamos que abrir mão de tudo que conquistamos ao longo do tempo em tecnologia e conhecimento e viver como homens das cavernas: sem eletricidade ou carros, habitando cavernas e comendo só frutas silvestres. Não é assim. Para tornar o planeta um local sustentável o ser humano tem é que evoluir ainda mais, não largar tudo, mas sim criar o novo, o mais tecnológico, o criativo. Não precisamos abrir mão do nosso estilo de vida, apenas aperfeiçoá-lo. E é possível, desde que exemplos como esse, da capa de chuva ecológica, que parece uma ideia tão bobinha, mas na realidade é algo genial, se tornem mais comuns.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

RENA USA TRÊS MÉTODOS PARA MANTER TEMPERATURA CORPORAL ESTÁVEL

Publicado em 07/07/2011 às 14:56
Do New York Times
Folha.com


  Pesquisadores descobriram que a rena do Ártico, que possui uma penugem que a ajuda a sobreviver a invernos rigorosos, recorre a uma combinação estratégica para manter estável a temperatura corporal quando se aquece ao correr.
Kia Karup Hansen/The New York Times
Para evitar superaquecimento do cérebro, rena do Ártico tem três sistemas naturais de "refrigeração" corporal
  O biólogo Arnoldus Blix, da Universidade de Tromso, na Noruega, e seus colegas descrevem suas descobertas no "The Journal of Experimental Biology".
  "Você veste mais roupas no inverno. Se correr e se aquecer, abre o casaco e tira o chapéu", diz Blix. "As renas não podem fazer isso. Assim, observamos os mecanismos para saber como elas gerenciam a temperatura corporal."
  Para conduzir o estudo, Blix e equipe treinaram renas para correr em uma esteira a diferentes temperaturas, de 10 a 30 graus Celsius, e registraram as respostas dos animais.
  Eles descobriram que a rena começa a se refrescar ofegando com a boca fechada e inalando ar frio pelo nariz. Isso resfria o sangue dentro das passagens nasais, e esse sangue mais frio acaba sendo distribuído pelo corpo pela veia jugular.
  Quando esse mecanismo não é suficiente, a rena também ofega com a boca aberta e coloca a língua para fora, como fazem os cachorros. Isso resfria o sangue de forma mais eficiente e também permite que o animal perca calor através da boca, pela evaporação.
  Em situações críticas, quando o corpo está se aquecendo a uma temperatura perigosamente alta, a rena recorre ao último mecanismo de defesa, desviando o sangue frio do nariz para a cabeça, protegendo o cérebro do superaquecimento.
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Comentário
  Essa notícia parece ser especial, então a gente lê e pensa “grande coisa, não há nada de especial, eles descobriram que a rena faz uma coisa que a muito tempo já sabíamos que os cães faziam”, mas agora eu vou mostrar que é sim, uma notícia especial, mas não pelos mesmos motivos de antes. O que chamou nossa atenção (no caso, minha) para esta notícia foi se tratar de uma rena, um animal que vive longe de nós, brasileiros, e que por vezes esquecemos, já que só o vemos por ocasionais fotos ou em filmes, e por isso, atrai nossa curiosidade. Mas, mesmo tão distante de nós, esse ser vivo possui semelhanças a outro que conhecemos muito bem: o cachorro. Esses dois aspectos são interessantes, pois fazem da biodiversidade do planeta algo enorme (para até esquecermos que alguns bichos existem, às vezes), mas também muito pequeno e comprimido (seres de locais diferentes serem iguais em certos aspectos). E nessas horas, quando lemos esse tipo de noticia especial/não-especial/especial de novo, somos capazes de perceber tudo isso.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA CAI 43% EM SETEMBRO

Publicado em 31/10/2011 às 13:56
Por Claudio Angelo - Em Brasília
Folha.com

  O desmatamento na Amazônia caiu 43% em setembro comparado com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e foram divulgados nesta segunda-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
  Segundo o sistema Deter, que detecta desmatamento em tempo real usando satélites, a devastação na região amazônica em setembro foi de 254 hectares, contra 448 hectares em 2010.
  "É o menor [desmate em] setembro da história", disse a ministra, em alusão ao início da série de dados do Deter, em 2004. "Não tivemos um setembro negro, tivemos um setembro verde."
  No acumulado de janeiro a setembro, o Deter viu empate técnico em relação ao mesmo período do ano anterior: 1.835 km2 em 2011 contra 1.862 km2 em 2010, uma queda de 1,5%. Mato Grosso e Rondônia foram os únicos Estados que mostraram uma elevação no período -- no caso matogrossense, de expressivos 72%.
  A alta reflete a disparada no período de abril a maio, quando a perspectiva de uma anistia induzida pelo debate do Código Florestal na Câmara dos Deputados, aliada a uma lei de zoneamento benevolente em Mato Grosso, animou o setor produtivo a desflorestar.
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Comentário
  Essa notícia é boa e ruim. O fato do desmatamento na Amazônia ter diminuído em 46% é algo bom, mas é terrível que a redução não tenha sido de 100 %. A ministra diz que setembro foi ‘um mês verde’, mas eu discordo totalmente: um mês onde 254 hectares da Amazônia foram desmatados NÃO é o que eu chamo de mês verde. Ainda mais se somados àqueles perdidos desde janeiro deste ano. Falta muito para podermos dizer que vivemos um mês verde, ou uma vida verde. A boa notícia é que, mesmo que muito devagar, estamos progredindo. E isso, mesmo que difícil de comemorar, é melhor do que estarmos parados ou pior, andando para trás.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ESTUDOS MOSTRAM QUE EVOLUÇÃO DO HOMEM ESTÁ SE ACELERANDO

Publicado em 24/10/2011 às 10:36
Por Marco Varella - Colaboração para a Folha
Folha.com

  A medicina e os métodos de higiene salvam milhões de vidas e fazem com que, para humanos, a frase "sobrevivência do mais forte", suposto pilar da seleção natural, pareça coisa do passado. Evolução é coisa do passado para nossa espécie, certo?
  Não exatamente, revelam estudos recentes. Segundo seus autores, a evolução humana pode ter até se acelerado a partir de 10 mil atrás, quando as civilizações começaram a surgir e as populações começaram a crescer rapidamente.
Editoria de Arte / Folhapress
Não é Progresso
  Para entender isso, porém, é bom tirar alguns entulhos conceituais do caminho.
  O primeiro deles: evolução não implica em progresso, nem é o mesmo que seleção natural. Qualquer mudança, de uma geração para outra, seja aleatória ou fruto de seleção, indica ocorrência de evolução.
  A seleção natural ocorre quando as diferenças individuais em uma característica, como altura, estão relacionadas ao número de descendentes e são herdáveis. (Homens altos têm mais filhos do que os baixos e passam a característica aos descendentes.)
  Além disso, é bom riscar a tal "sobrevivência dos mais fortes" do seu caderninho mental. Na verdade, a seleção não premia só a sobrevivência, mas principalmente a reprodução.
  Há uma excelente razão para achar que ainda estamos evoluindo, e talvez em ritmo acelerado: mais matéria-prima e mais diversidade de ambientes, diz o antropólogo John Hawks, da Universidade de Wisconsin em Madison.
  A matéria-prima é o DNA, onde ocorrem as mutações potencialmente úteis que a seleção natural submete a uma triagem. A matemática é simples: quanto maior a população, maior a chance de que surja alguma mutação no genoma que acabe melhorando as chances de reprodução de seu portador.
  Quanto aos ambientes, transformações sociais, econômicas e de habitat foram aceleradas nos últimos 10 mil anos, o que trouxe oportunidade para que certas mutações conferissem vantagens.
Adaptação
  Em seu estudo mais famoso, publicado na revista científica "PNAS", Hawks diz ter achado sinais de seleção natural recente em 3.000 genes -10% do genoma humano.
  Em muitos casos, são coisas esperadas. As pessoas de hoje são mais capazes de digerir leite (por causa da domesticação de animais leiteiros) e de lidar com açúcar, amido e gordura, nutrientes que os nossos ancestrais raramente encontravam.
  Mas há coisas mais misteriosas nesse balaio de genes. "Dos cerca de cem genes clássicos ligados aos neurotransmissores [mensageiros químicos cerebrais], 40% exibem evidências de seleção recente. Muitos estão relacionados a variações de humor. Será que não domesticamos a nós mesmos para que conseguíssemos viver em comunidades altamente densas, coisa que nunca tínhamos feito antes?", diz Robert Moyzis, da Universidade da Califórnia, do grupo de Hawks.
Estudos Médicos
  Há também uma série de características físicas com sinais de alterações em poucos séculos ou décadas.
  Essa descoberta se tornou possível porque os pesquisadores estão analisando bancos de dados epidemiológicos, recolhidos por médicos e pelo governo, com os métodos da biologia evolutiva.
  Ao associar características como altura, idade do primeiro filho que chegou à vida adulta e idade do início da menopausa ao número de descendentes, são observadas tendências evolutivas recentes. É o que mostra uma compilação dessas pesquisas, coordenada por Stephen Stearns, da Universidade Yale (EUA), na revista científica "Nature Reviews Genetics".
  A principal alteração destaca por Stearns é a ampliação da janela reprodutiva feminina. Hoje, estão sobrevivendo mais filhos que nascem de mães mais jovens e mais velhas. Isso seleciona mulheres um pouco mais capazes de se reproduzir nesses dois extremos de idade.
  Além disso, nunca houve homens tão altos. Isso tem a ver com a melhora da alimentação, mas também com o diferencial reprodutivo trazido por ser um sujeito alto.
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Comentário
  Esta notícia é muito interessante, pois nos mostra que nossa espécie está sempre em mudança e movimento, coisa que esquecemos na correria do dia-a-dia. O ser humano atual está sempre tão concentrado em fazer evoluir (se tratando de tecnologia, ciências ou até mesmo outros seres vivos, mas enfim, coisas que não ele mesmo) que esquece que também está sujeito a essas mudanças e que também pode “melhorar” (apesar de uma evolução na biologia não significar necessariamente uma melhora). A ideia é que, nós também podemos nos tornar obsoletos ou talvez, aqueles modelos que entraram em desuso e que não possuem mais peças à venda.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

HIDROGINÁSTICA '2.0' AJUDA A EVITAR RISCO LIGADO À OSTEOPOROSE

Publicado em 17/10/2011 às 14:18
Por Marco Varella - Em colaboração para a Folha
Folha.com


  Pesquisadoras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) apresentaram na última semana um estudo sobre uma forma diferente de hidroginástica. Batizada de HidrOS, ela combina exercícios de força, resistência e equilíbrio, que mostraram bons resultados para prevenir danos ligados à osteoporose.
  A prática da hidroginástica oferece baixo risco de lesões. Mas estudos sobre o impacto da hidroginástica convencional sobre a osteoporose são pouco conclusivos, além de não levarem em conta a incidência de quedas.
Editoria de Arte/Folhapress
  Na osteoporose, ocorre a uma perda de cálcio dos ossos. Com isso, qualquer queda traz risco de fraturas graves --daí a importância de exercícios que fortaleçam o osso e melhorem o equilíbrio.
  Na pesquisa da Unifesp, dois grupos de 44 mulheres na menopausa foram comparados antes e depois de um período de seis meses. O grupo controle não fez atividades físicas regulares. O outro fez uma hora de exercícios na piscina, três vezes por semana. Ambos os grupos receberam suplemento de cálcio e vitamina D.
  A HidrOS é uma hidroginástica de alta intensidade. Consiste em movimentos "mais rápidos e mais intensos em menos tempo, só usando a resistência da água ao próprio corpo", explica Linda Moreira Pfrimer, coordenadora do estudo.
  O segredo, diz ela, é pouca repetição e muita carga, ou seja, máxima velocidade de movimentos na água, o que fortalece ossos e músculos.
  Não houve mudança no grupo controle. Já o grupo que fez a HidrOS apresentou aumento na força do quadril, nos músculos da coluna e na preensão manual.
  Antes, 40 mulheres tiveram quedas. Depois de meio ano se exercitando, só dez caíram. "Idoso não precisa de exercício de repetição. Precisa de carga em tempos curtos, que gere força para melhorar o equilíbrio e fortalecer o osso", diz Pfrimer.
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Comentário
  A osteoporose é uma doença que atinge muitas pessoas de mais idade. Este fato é interessante no ponto de vista onde vemos o corpo humano como algo imperfeito e de curta duração. Vivemos num mundo onde tudo é descartável e as coisas sempre estão num processo de evolução/troca. Entretanto, quando percebemos que nosso próprio corpo(ou seja, esta ‘capa protetora’ que permite nossa existência), também é passageiro e um dia começa a ficar fraco, ‘obsoleto’ e desgastado, começamos a nos preocupar. O bom é que podemos cuidar do nosso corpo da melhor maneira possível, e, dessa forma, aproveitaremos nossa vida de forma mais plena e feliz, especialmente quando estivermos mais velhinhos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PROFESSOR EXPLICA COMO MOSCAS-DAS-FRUTAS SURGEM TÃO RÁPIDO

Publicado em 10/10/2011 às 11:39
Do New York Times
Folha.com

  É sabido que as frutas não produzem moscas-das-frutas, mas como elas descobrem de forma tão rápida a fruta que está sobre o balcão da cozinha?
  A reposta vem de Arthur M. Agnello, professor de insetologia da Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida da Universidade Cornell, em Ithaca, em New York (EUA): "De certo modo, a fruta gera de fato a mosca, porque elas já estão dentro da fruta quando ela é adquirida."
Kravitz Lab/HMS
Ovos de moscas-das-frutas vêm dentro da própria fruta que se compra no supermercado, mas não apresentam perigo


  A maioria das frutas passa algum tempo em empresas empacotadoras ou instalações de armazenamento antes de serem distribuídas às lojas, explica Agnello.
  Nestes estabelecimentos, geralmente existem populações de moscas-das-frutas em busca de locais para depositar seus ovos, afirma.
  As frutas com cascas moles como banana e pêssego são particularmente suscetíveis. E, sobre o balcão da cozinha aquecida, os ovos eclodem rapidamente e as larvas se tornam adultas.
  O período de transformação do ovo em mosca pode durar apenas de 11 a 12 dias.
  Segundo Agnello, a maior parte dos produtos da agricultura contém alguns insetos ou partes de insetos.
  Porém, o Departamento da Agricultura americano regulamenta que esse nível seja muito baixo e ele não pode ser comparado a condições sanitárias ruins ou insalubres. "Os insetos são na verdade apenas proteína, embora não sejam considerados parte da dieta americana", afirma o professor. "Além disso, as larvas geralmente se alimentam de levedura, e não da fruta."
  Ele afirma que, caso não seja possível manter a fruta refrigerada, a única solução é colocar algo mais atrativo para as moscas que surgirem, como uma pequena tigela com vinagre.
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Comentário
  A notícia acima traz uma situação no mínimo desconcertante, pois traz de volta aquela ideia do ser humano como um “animal selvagem”. Como assim? Bem, a verdade é que na natureza nossos alimentos não seriam bem limpinhos como (pensamos que) são nas nossas vidas.  Entretanto, o cientista da notícia mostrou que na realidade, nossa comida está sim infestada de “natureza selvagem”. E é engraçado que, mesmo que tentemos desesperadamente nos tornarmos gente civilizada, estamos em contato com uma parte nem tão refinada de nós mesmos cuja existência nem desconfiávamos ser possível.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TRIO DE PESQUISADORES DO SISTEMA IMUNOLÓGICO VENCE NOBEL DE MEDICINA

Publicado em 03/10/2011 às 07:17
Pela Folha de São Paulo
Folha.com

  Três cientistas que desvendaram segredos do sistema imunológico, abrindo caminho para novas vacinas e tratamentos contra o câncer, foram anunciados nesta segunda-feira como vencedores do Prêmio Nobel de Medicina --ou Fisiologia-- de 2011.
  O norte-americano Bruce Beutler e o biólogo francês Jules Hoffman, que estudaram os primeiros estágios da reação imunológica a um ataque, dividiriam o prêmio de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,8 milhões) com Ralph Steinman, canadense radicado nos EUA que descobriu as células dendríticas, cruciais para a compreensão dos estágios posteriores.
  Mas, nesta mesma segunda-feira, a Universidade Rockefeller, onde Steinnam trabalhava, emitiu um comunicado sobre a morte do pesquisador, que ocorreu três dias antes dele ser anunciado como um dos vencedores do Nobel de Medicina.
  A nota diz: "Steinman faleceu em 30 de setembro. Ele foi diagnosticado com câncer de pâncreas há quatro anos, e a vida dele se prolongou graças à aplicação de uma imunoterapia à base de células dendríticas que ele mesmo criou."
  A universidade acrescentou que estava orgulhosa pela Fundação Nobel ter reconhecido o trabalho do pesquisador e disse que a notícia era boa e ruim. Os parentes de Steinman notificaram a morte do pesquisador poucos dias antes, depois dele ter enfrentado uma longa batalha contra o câncer. "Nossos pensamentos estão com a mulher, os filhos e a família dele."
  O nome de Steinman como um dos vencedores da maior premiação em ciência foi anunciada hoje pela Fundação Nobel. Como o reconhecimento é atribuído a pessoas vivas, ainda não se sabe como ficará a lista.
Leif R. Jansson/Reuters

Trio de vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2011 são anunciados em Estocolmo

Reconhecimento
  "Os laureados com o Nobel deste mês revolucionaram nossa compreensão do sistema imunológico, ao descobrir os princípios-chave da sua ativação", disse em nota a comissão encarregada da premiação, ligada ao Instituto Karolinska, de Estocolmo.
  Lars Klareskog, presidente da Fundação Nobel, disse à Reuters que as descobertas podem levar a novas vacinas contra micróbios. Segundo Klareskog, os estudos são muito necessários agora com o aumento da resistência contra antibióticos e podem levar ao desenvolvimento de uma técnica de combate ao câncer a partir do sistema imunológico.   Annika Scheynius, professora de pesquisas em alergias clínicas e integrante da comissão, acrescentou que as descobertas premiadas podem melhorar a saúde de pacientes com câncer, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e asma.

  Beutler, 53, trabalha no Instituto de Pesquisas Scripps, de La Jolla, na Califórnia. Hoffman, 70, nascido em Luxemburgo, realizou grande parte do seu trabalho em Estrasburgo.
  Beutler e Hoffman descobriram na década de 1990 os receptores de proteínas que reconhecem bactérias e outros micro-organismos agressores, e que ativam a "imunidade inata", a primeira linha de defesa do do sistema imunológico do organismo.
  Steinman foi premiado por sua descoberta de duas décadas atrás sobre células dendríticas, que ajudam a regular a imunidade adaptativa, um estágio posterior da reação imunológica, em que os micro-organismos são eliminados do corpo.
  Os trabalhos deles foram cruciais no desenvolvimento de novas vacinas contra doenças infecciosas, e de novas abordagens na luta contra o câncer -- o que inclui as chamadas "vacinas terapêuticas", que estimulam o sistema imunológico a destruir tumores.
  O prêmio de Medicina ou Fisiologia costuma ser o primeiro Nobel anunciado a cada ano. O Nobel é entregue desde 1901 a personalidades de destaque nas áreas de ciências, literatura e paz, conforme estipulado no testamento do empresário Alfred Nobel, inventor da dinamite.
  O prêmio da categoria do ano passado foi dado ao britânico Robert Edwards por suas pesquisas sobre a fecundação in vitro, iniciadas nos anos 50, em parceria com Patrick Steptoe, morto em 1988. Ele desenvolveu a técnica em que óvulos são fertilizados fora do corpo humano e implantados no útero.
  Edwards não compareu à entrega do prêmio por estar, à época, com problemas de saúde.
Mike Groll/Associated Press
Imagem de 2009 mostra o americano Bruce Beutler

France Presse
Pesquisador Jules Hoffmann, de Luxemburgo

Mike Groll/Associated Press

 O canadense Ralph Steinman da Rockefeller University

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Comentário

   O mais interessante na notícia acima é o fato do pesquisador Ralph Steinman, que faleceu no dia 30, ter utilizado suas próprias descobertas no tratamento de seu câncer no pâncreas. As técnicas que ele descobriu não só são um avanço como também usam o exemplo de seu descobridor como teste de funcionamento. É uma pena que ele não tenha vivido por mais alguns meses, a tempo de receber essa grande honra que é o Prêmio Nobel.