segunda-feira, 7 de novembro de 2011

RENA USA TRÊS MÉTODOS PARA MANTER TEMPERATURA CORPORAL ESTÁVEL

Publicado em 07/07/2011 às 14:56
Do New York Times
Folha.com


  Pesquisadores descobriram que a rena do Ártico, que possui uma penugem que a ajuda a sobreviver a invernos rigorosos, recorre a uma combinação estratégica para manter estável a temperatura corporal quando se aquece ao correr.
Kia Karup Hansen/The New York Times
Para evitar superaquecimento do cérebro, rena do Ártico tem três sistemas naturais de "refrigeração" corporal
  O biólogo Arnoldus Blix, da Universidade de Tromso, na Noruega, e seus colegas descrevem suas descobertas no "The Journal of Experimental Biology".
  "Você veste mais roupas no inverno. Se correr e se aquecer, abre o casaco e tira o chapéu", diz Blix. "As renas não podem fazer isso. Assim, observamos os mecanismos para saber como elas gerenciam a temperatura corporal."
  Para conduzir o estudo, Blix e equipe treinaram renas para correr em uma esteira a diferentes temperaturas, de 10 a 30 graus Celsius, e registraram as respostas dos animais.
  Eles descobriram que a rena começa a se refrescar ofegando com a boca fechada e inalando ar frio pelo nariz. Isso resfria o sangue dentro das passagens nasais, e esse sangue mais frio acaba sendo distribuído pelo corpo pela veia jugular.
  Quando esse mecanismo não é suficiente, a rena também ofega com a boca aberta e coloca a língua para fora, como fazem os cachorros. Isso resfria o sangue de forma mais eficiente e também permite que o animal perca calor através da boca, pela evaporação.
  Em situações críticas, quando o corpo está se aquecendo a uma temperatura perigosamente alta, a rena recorre ao último mecanismo de defesa, desviando o sangue frio do nariz para a cabeça, protegendo o cérebro do superaquecimento.
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Comentário
  Essa notícia parece ser especial, então a gente lê e pensa “grande coisa, não há nada de especial, eles descobriram que a rena faz uma coisa que a muito tempo já sabíamos que os cães faziam”, mas agora eu vou mostrar que é sim, uma notícia especial, mas não pelos mesmos motivos de antes. O que chamou nossa atenção (no caso, minha) para esta notícia foi se tratar de uma rena, um animal que vive longe de nós, brasileiros, e que por vezes esquecemos, já que só o vemos por ocasionais fotos ou em filmes, e por isso, atrai nossa curiosidade. Mas, mesmo tão distante de nós, esse ser vivo possui semelhanças a outro que conhecemos muito bem: o cachorro. Esses dois aspectos são interessantes, pois fazem da biodiversidade do planeta algo enorme (para até esquecermos que alguns bichos existem, às vezes), mas também muito pequeno e comprimido (seres de locais diferentes serem iguais em certos aspectos). E nessas horas, quando lemos esse tipo de noticia especial/não-especial/especial de novo, somos capazes de perceber tudo isso.