Do New York Times
Folha.com
Pesquisadores descobriram que a rena do Ártico, que possui uma penugem
que a ajuda a sobreviver a invernos rigorosos, recorre a uma combinação estratégica
para manter estável a temperatura corporal quando se aquece ao correr.
Kia Karup Hansen/The New York Times
Para
evitar superaquecimento do cérebro, rena do Ártico tem três sistemas naturais
de "refrigeração" corporal
O biólogo Arnoldus Blix, da Universidade de Tromso, na Noruega, e seus
colegas descrevem suas descobertas no "The Journal of Experimental
Biology".
"Você veste mais roupas no inverno. Se correr e se aquecer, abre o
casaco e tira o chapéu", diz Blix. "As renas não podem fazer isso.
Assim, observamos os mecanismos para saber como elas gerenciam a temperatura
corporal."
Para conduzir o estudo, Blix e equipe treinaram renas para correr em uma
esteira a diferentes temperaturas, de 10 a 30 graus Celsius, e registraram as
respostas dos animais.
Eles descobriram que a rena começa a se refrescar ofegando com a boca
fechada e inalando ar frio pelo nariz. Isso resfria o sangue dentro das
passagens nasais, e esse sangue mais frio acaba sendo distribuído pelo corpo
pela veia jugular.
Quando esse mecanismo não é suficiente, a rena também ofega com a boca
aberta e coloca a língua para fora, como fazem os cachorros. Isso resfria o
sangue de forma mais eficiente e também permite que o animal perca calor
através da boca, pela evaporação.
Em situações críticas, quando o corpo está se aquecendo a uma
temperatura perigosamente alta, a rena recorre ao último mecanismo de defesa,
desviando o sangue frio do nariz para a cabeça, protegendo o cérebro do
superaquecimento.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1002808-rena-usa-tres-metodos-para-manter-temperatura-corporal-estavel.shtml
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Comentário
Essa notícia parece ser especial, então a gente lê e pensa “grande
coisa, não há nada de especial, eles descobriram que a rena faz uma coisa que a
muito tempo já sabíamos que os cães faziam”, mas agora eu vou mostrar que é
sim, uma notícia especial, mas não pelos mesmos motivos de antes. O que chamou
nossa atenção (no caso, minha) para esta notícia foi se tratar de uma rena, um
animal que vive longe de nós, brasileiros, e que por vezes esquecemos, já que
só o vemos por ocasionais fotos ou em filmes, e por isso, atrai nossa
curiosidade. Mas, mesmo tão distante de nós, esse ser vivo possui semelhanças a
outro que conhecemos muito bem: o cachorro. Esses dois aspectos são interessantes,
pois fazem da biodiversidade do planeta algo enorme (para até esquecermos que
alguns bichos existem, às vezes), mas também muito pequeno e comprimido (seres
de locais diferentes serem iguais em certos aspectos). E nessas horas, quando
lemos esse tipo de noticia especial/não-especial/especial de novo, somos
capazes de perceber tudo isso.
