Por Marco Varella - Em colaboração para a Folha
Folha.com
Pesquisadoras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) apresentaram na última semana um estudo sobre uma forma diferente de hidroginástica. Batizada de HidrOS, ela combina exercícios de força, resistência e equilíbrio, que mostraram bons resultados para prevenir danos ligados à osteoporose.
A prática da hidroginástica oferece baixo risco de lesões. Mas estudos sobre o impacto da hidroginástica convencional sobre a osteoporose são pouco conclusivos, além de não levarem em conta a incidência de quedas.
Editoria de Arte/Folhapress
Na osteoporose, ocorre a uma perda de cálcio dos ossos. Com isso, qualquer queda traz risco de fraturas graves --daí a importância de exercícios que fortaleçam o osso e melhorem o equilíbrio.
Na pesquisa da Unifesp, dois grupos de 44 mulheres na menopausa foram comparados antes e depois de um período de seis meses. O grupo controle não fez atividades físicas regulares. O outro fez uma hora de exercícios na piscina, três vezes por semana. Ambos os grupos receberam suplemento de cálcio e vitamina D.
A HidrOS é uma hidroginástica de alta intensidade. Consiste em movimentos "mais rápidos e mais intensos em menos tempo, só usando a resistência da água ao próprio corpo", explica Linda Moreira Pfrimer, coordenadora do estudo.
O segredo, diz ela, é pouca repetição e muita carga, ou seja, máxima velocidade de movimentos na água, o que fortalece ossos e músculos.
Não houve mudança no grupo controle. Já o grupo que fez a HidrOS apresentou aumento na força do quadril, nos músculos da coluna e na preensão manual.
Antes, 40 mulheres tiveram quedas. Depois de meio ano se exercitando, só dez caíram. "Idoso não precisa de exercício de repetição. Precisa de carga em tempos curtos, que gere força para melhorar o equilíbrio e fortalecer o osso", diz Pfrimer.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/991786-hidroginastica-20-ajuda-a-evitar-risco-ligado-a-osteoporose.shtml
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Comentário
A osteoporose é uma doença que atinge muitas pessoas de mais idade. Este fato é interessante no ponto de vista onde vemos o corpo humano como algo imperfeito e de curta duração. Vivemos num mundo onde tudo é descartável e as coisas sempre estão num processo de evolução/troca. Entretanto, quando percebemos que nosso próprio corpo(ou seja, esta ‘capa protetora’ que permite nossa existência), também é passageiro e um dia começa a ficar fraco, ‘obsoleto’ e desgastado, começamos a nos preocupar. O bom é que podemos cuidar do nosso corpo da melhor maneira possível, e, dessa forma, aproveitaremos nossa vida de forma mais plena e feliz, especialmente quando estivermos mais velhinhos.