Por Marina Franco
Blogs - Superinteressante
© Network Rail/Divulgação
A partir do ano que vem a Tower Bridge disputará
atenção dos turistas de Londres com uma ponte que atualmente está sendo
reformada na cidade. Quando concluída, será a maior
ponte solar do mundo.
Ela será instalada sobre a estação de trem Blackfriars, que fica na ponte de mesmo nome,
sobre o rio Tâmisa. O novo telhado da
estação será coberto de placas solares – ao todo
serão 4.400 painéis em mais de 6 mil metros quadrados– para
captar, armazenar e transformar a energia do sol em eletricidade.
Construída em 1886, a ponte Blackfriars tem 281
metros de comprimento e, com a novidade, passará a ser o maior sistema de captação de energia solar em Londres. Espera-se
que a tecnologia gere 900 mil kWh a cada ano, o que significa metade da demanda
de energia da estação. Com isso, deixará de emitir cerca de 511 toneladas de
gás carbônico por ano.
Depois de reformada, a estação Blackfriars também aproveitará a iluminação
natural e captará água da chuva para reusar em alguns processos de sua
operação. Antes que a piada com o clima chuvoso e nevoeiro de Londres seja
feita, é bom lembrar que existem placas solares que não dependem de um dia
ensolarado para produzir energia elétrica.
O que achou
dessa novidade?
Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/
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Comentário
Existem algumas contradições bastante
engraçadas: uma delas é o fato de Londres, cidade conhecida mundialmente por
seu famoso FOG (nevoeiro) fazer um investimento como este para adotar um melhor
aproveitamento da energia solar. E mesmo assim, o previsto é que muita energia
seja produzida. Pense bem: se Londres já vai ter uma produção enorme de energia
a partir do sol com o clima de lá, imagina se uma obra desse estilo fosse
colocada no Rio de Janeiro, por exemplo. Parece que as coisas boas acontecem
nos lugares errados. Mas não é. As coisas boas acontecem onde se tem coragem e
capacidade de agir.
