terça-feira, 15 de março de 2011

COLÔNIA DE PINGUIM-IMPERADOR DESAPARECE DA PENÍNSULA ANTÁRTICA

Publicado em 10/03/2011 às 15:56
Por Agências de Notícias
Folha.com

  A redução do gelo na Antártida, originada pelo aquecimento global, pode explicar o desaparecimento inédito de uma colônia de Pinguim-Imperador que vivia no extremo da península antártica, noticia o site LiveScience nesta quinta-feira.
  Os animais se reuniam na ilha Imperador e foram avistados pela primeira vez em 1948. Até os anos de 1970, tinham uma vida relativamente estável, mas sofreram uma queda populacional em 1978. Em 2009, porém, eles haviam sumido completamente.
  Segundo o autor da pesquisa, Philip Trathan, a causa do fenômeno ainda é desconhecida.
  Os pinguins podem ter morrido naturalmente ou por consequência de alguma doença. Outra hipótese é que teriam migrado e mesmo o aumento na temperatura afetaria indiretamente os pinguins, diminuindo sua capacidade de pescar ou aumentando a presença de predadores naturais.
                                       AP
                                           Pinguim-Imperador com uma cria;
                                          os animais sumiram completamente
                                            da península antártica em 2009


  O Pinguim-Imperador costuma retornar ao local de seu nascimento depois de um ano, mas também se move para outras regiões caso haja uma mudança no gelo ao redor. O gelo antártico, sobre o oceano, é importante para esses animais. Como estão ligados a camadas geladas da costa, não se movimentam com a ação do vento ou das ondas, o que torna o lugar seguro para a sua procriação.
  Trathan especula que os pinguins, nascidos no fim da década de 1970 e com uma expectativa de vida de cerca de 20 anos, voltaram seguidamente à ilha, como mandavam seus instintos, até que os grupos começaram a ficar cada vez menores, chegando à extinção.
  Uma pesquisa publicada na revista PNAS ("Proceedings of the National Academy of Sciences"), em 2009, afirma que há 36% de chances de a população do Pinguim - Imperador sofrer com a diminuição do gelo do oceano. Ou o mesmo que uma redução de até 95% ou mais de sua espécie até 2100 praticamente o desaparecimento da espécie.
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Comentário:
  Acima, temos mais uma notícia triste sobre a vida na Terra. O acelerado ritmo de crescimento do aquecimento global tem causado várias vítimas. É claro que a culpa não é do planeta, mas sim do ser humano, que vem liberando na atmosfera quantidades absurdas de gases prejudiciais, produzindo muito lixo e não cuidando do meio ambiente. Como é registrado no filme “A Marcha dos Pinguins” (documentário francês dirigido por Luc Jacquet), os pinguins da espécie Aptenodytes forsteri, conhecidos como Pinguins-Imperadores percorrem uma longa jornada para se reproduzir na Antártica todos os anos. É um caminho cheio de obstáculos, do qual alguns pinguins não sobrevivem. Com a aceleração do aquecimento global, e por consequência o derretimento do gelo, a dificuldade no processo de reprodução desses animais aumenta ainda mais. Claro que esse não é necessariamente o único fator para o desaparecimento dos pinguins daquela região, mas ainda assim, a culpa é nossa, seres humanos,  por essa triste diminuição da vida no planeta Terra.

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