Da Reuters
Folha.com
O Parlamento alemão aprovou nesta quinta-feira o uso, ainda que limitado, de testes genéticos em embriões humanos.
O procedimento PGD (sigla em inglês de Diagóstico Genético de Pré-implantação) retira algumas células de um embrião em desenvolvimento para submetê-las a testes que detectam doenças de fundo genético.
Sob a nova lei, os pais terão de passar por sessões de aconselhamento. Os procedimentos para selecionar um embrião saudável, cujo teste tenha dado negativo para certas anomalias, ainda não estão definidos.
O tema divide a opinião de países do mundo todo, principalmente pelas questões éticas e religiosas envolvidas.
Uma das propostas que contava com o apoio da chanceler Angela Merkel sinalizava para o veto do PGD.
O argumento a favor da proibição era que o teste poderia levar a situações em que os pais escolheriam as características físicas de seus filhos como a cor do olho --o "designer baby", algo como bebê "desenhado" ou perfeito.
Os cientistas, entretanto, procuram salientar as implicações médicas do teste, como a identificação de doenças graves.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/940343-alemanha-aprova-polemico-teste-genetico-em-embrioes-humanos.shtml------------------------------------------------
Comentário
Será que aprovar (mesmo que somente alguns procedimentos) os exames que permitem descobrir tudo sobre o bebê enquanto ele ainda está no útero materno é a coisa certa? Fazer o exame não é nada de mais. O problema não é o exame em si, mas sim saber as informações que o exame vai mostrar. E se o bebê possuir alguma falha neurológica? Nesse ponto começam as divergências. Não adianta apenas liberar o exame, sem dizer o que deve ser feito com o conhecimento de seus resultados. Saber que o filho nascerá com algum problema e não fazer nada sobre isso ou não poder fazer nada sobre isso é algo muito difícil para uma mãe e um pai. Então vale a pena fazer o teste? Ou, é correto abortar um bebê com alguma deficiência? Temos o poder para decidir tal coisa? A minha opinião, já que todos têm uma, é que os pais, e apenas eles, devem decidir se manterão ou não a criança. Mas é possível tomar uma decisão tão séria sem pedir uma ajudinha para ninguém, nem ser influenciado pelo médico, ou pelo pastor da igreja que frequenta?
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