segunda-feira, 18 de julho de 2011

GOVERNO FAZ MUTIRÃO CONTRA IMPACTO SOCIOAMBIENTAL EM BELO MONTE

Publicado em 18/07/2011 às 12:01
Por Luana Lourenço - Agência Brasil
Folha.com

  O governo começa hoje (18) na região da Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), uma força-tarefa para tentar reduzir os impactos socioambientais da obra. Onze municípios deverão ser atendidos pelo mutirão, que inclui medidas de regularização ambiental e fundiária e ações de saúde.
  De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a operação deve atender a cerca de 300 mil habitantes da região da hidrelétrica, que serão afetados direta ou indiretamente pela construção do empreendimento. A concessão da licença de instalação para o início das obras já começou a atrair novos moradores e, até o fim da construção, pelo menos 100 mil pessoas devem migrar para a região.
  Em junho, o governo instalou na região a Casa do Governo Federal, para tentar melhorar o diálogo com as populações locais, que se manifestaram repetidamente contra a obra. A ideia, segundo o ministério, é manter uma instância do governo no local para acompanhar o cumprimento das condicionantes pelo consórcio responsável pelas obras e garantir a implementação do Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRS), criado em outubro do ano passado.
  Até 25 de julho, instituições federais, estaduais e municipais vão traçar o plano de ação da operação. No dia 3 de agosto, começa o mutirão de atendimento à população. O primeiro município a receber a força-tarefa será Altamira, o mais atingido pela implantação de Belo Monte.
  Durante o mutirão, de acordo com o ministério, os moradores poderão tirar documentos, entrar com pedido de regularização de propriedades, abrir contas bancárias e consultar benefícios previdenciários. A programação também inclui atendimento de saúde e vacinação, cursos de assistência técnica rural e uma feira com produtos da agricultura familiar. A previsão é que até 15 de outubro, o mutirão tenha passado pelos 11 municípios.
  Belo Monte é o maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e terá capacidade para gerar até 11 mil megawatts (MW). O projeto é alvo de dez ações judiciais que questionam a viabilidade econômica, social e ambiental da obra.
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Comentário:
  A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (para mais informações acesse o Blog da Usina e da Empresa responsável: http://www.blogbelomonte.com.br/) causa muita polêmica. Se o projeto prosseguir, comunidades inteiras serão removidas de suas casas, áreas enormes de terra serão alagadas, um ecossistema será modificado, além dos altos custos de produção. Será que vale mesmo a pena? Não faz diferença, pois não há opção. A necessidade de fontes de energia para ontem tornam a discussão entre o “constrói ou não constrói” perda de tempo, porque vai ser feito. Então o que todos reclamam e pedem? Planejamento, apenas. Hoje, tem que se pensar que amanhã a crise pode voltar, mesmo com a Usina de Belo Monte construída. E o que vai ser feito? Toda essa confusão novamente? Não há como. É necessário trabalhar em cima de formas renováveis de se conseguir energia, como o aprofundamento das Usinas Eólicas. O Parque Eólico de Osório, por exemplo, obtém resultados muito bons e às vezes precisa interromper seu funcionamento por estar “transbordando” energia. E o povo também precisa mudar, economizando e utilizando de forma adequada essa energia tão difícil de conseguir. Com esforço, pode dar certo.

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